Após realizar estudo sobre o serviço de táxi de Fortaleza, Etufor inicia diagnóstico geral do sistema de transporte coletivo municipal. A iniciativa faz parte do plano de criação do código municipal de mobilidade urbana


Aline Moura

A mobilidade urbana está cada vez mais em pauta nas políticas públicas brasileiras. Em janeiro deste ano, a presidente Dilma Rousseff sancionou a nova lei que dita as diretrizes para a Política Nacional de Mobilidade Urbana. De acordo com o novo regimento, a regulamentação e a fiscalização do sistema de transporte urbano coletivo é de responsabilidade dos municípios, devendo este adequá-lo às novas diretrizes. Em Fortaleza, o primeiro passo foi apresentado ontem através de um diagnóstico do serviço de táxi elaborado pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor).

Comissão formada por representantes do órgão, da Câmara Municipal, da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) e do Sindicato dos Taxistas do Ceará (Sinditaxi) reuniram-se na manhã de ontem para avaliar o resultado do estudo. A proposta é aumentar a frota de táxis circulando na Capital e o número de pontos e as respectivas vagas para estacionamento.

Segundo Acrísio Sena, presidente da CMF, durante o encontro, a discussão foi ampliada com o objetivo de acelerar a criação do código municipal de mobilidade. “A atual legislação não dá conta da real abrangência do sistema de transporte de Fortaleza. Antes do prazo máximo, nós temos condições de avançar com o código de mobilidade”.

Calina Betine, diretora técnica da Etufor, afirma que todos os segmentos de transporte coletivo passarão por diagnóstico e processo de padronização. Ela conta que o serviço de táxi foi o primeiro por possuir o regimento mais antigo, que foi elaborado na década de 1970. De acordo com a diretora, o sistema de transporte coletivo de Fortaleza é composto por 1.748 ônibus, 4.392 taxis, 2.209 mototaxis, 698 veículos de transporte escolar e 320 transportes alternativos.

Betine explica que, com a nova lei de mobilidade, o serviço de fretamento de veículos deixa de ser gerenciado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e também passa para responsabilidade da Etufor. Por isso, a partir deste ano, o segmento passa por processo de cadastramento. Conforme a diretora da Etufor, todos os tipos de transporte coletivo precisam ser padronizados, inclusive o serviço de fretamento. Calina Betine informou ainda que o prazo para o término do diagnóstico de todo o sistema de transporte coletivo é a metade deste ano.

 
ENTENDA A NOTÍCIA

A iniciativa do grupo faz parte do plano de criação do código municipal de mobilidade urbana e a regulamentação do sistema de transporte coletivo de Fortaleza, que compõem ônibus, táxis, mototaxis, vans e veículos fretados

 O que diz a lei

A lei nº 12.587, que prevê as diretrizes para a Política Nacional de Mobilidade Urbana, obriga os municípios com população acima de 20 mil habitantes a elaborarem planos de mobilidade urbana que devem ser avaliados a cada dez anos.

Fonte: O Povo