“Toda a cidade de Fortaleza está voltada para os carros. As ruas não estão preparadas para nós, ciclistas”. Essa é a impressão da professora Yvanna Vasconcelos depois da experiência de pedaladas. Ciclovias descontínuas, pouco espaço voltado especificamente para os ciclistas, ruas esburacadas e falta de espaço para estacionar as bicicletas são alguns dos problemas que ela aponta. 

 


 


 

    “Toda a cidade de Fortaleza está voltada para os carros. As ruas não estão preparadas para nós, ciclistas”. Essa é a impressão da professora Yvanna Vasconcelos depois da experiência de pedaladas. Ciclovias descontínuas, pouco espaço voltado especificamente para os ciclistas, ruas esburacadas e falta de espaço para estacionar as bicicletas são alguns dos problemas que ela aponta. “As pessoas não consideram a bicicleta como um meio de transporte e, sim, como um lazer. Eu considero os dois”.


    Fortaleza tem hoje 65 quilômetros de ciclovias, sendo 15,9 km em jurisdição federal, 15,5 km de em jurisdição estadual e 33,6 km em jurisdição municipal.A previsão do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor) é construir 30 quilômetros de ciclovias e bicicletários nos terminais do Antônio Bezerra, Papicu, Siqueira e Parangaba. “Isso converge pra chegar a uma rede cicloviária de quase 100 quilômetros que atenda ao município todo. É uma das maiores redes do Nordeste”, afirma Daniel Lustosa, coordenador do Transfor.


    De acordo com Daniel, os novos quilômetros de ciclovias são implantados a partir de estudos que levam em conta a demanda da área. “O Plano de Transporte Urbano apontou os polos e as vias de deslocamento mais importantes da cidade. As ciclovias têm função de integração com equipamentos que têm demanda para isso”.


    Daniel afirma que, a partir do próximo semestre, será iniciado o Plano Cicloviário, que irá estudar as vias voltadas para as bicicletas.A expectativa é de que o estudo aponte ações para os próximos 20 anos, como a implantação de novas ciclovias. “Fortaleza está convergindo para ser uma cidade boa para ciclistas. O clima, a topografia, o relevo, as distâncias e a estrutura instalada já contribuem para isso”, considera o coordenador do Transfor.


Saiba mais

    O artigo 58 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) afirma que, na ausência de ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, as bicicletas devem andar nos bordos da pista, no mesmo sentido da circulação da via.O CTB estabelece como equipamentos obrigatórios campainha, sinalização noturna e retrovisor.

 

Fonte: Jornal O povo.